52% dos brasileiros dizem estar mais preocupados do que animados com o avanço da inteligência artificial. 42% esperam que a tecnologia reduza o número de empregos nos próximos 20 anos. E entre os adultos de 18 a 34 anos, a preocupação saltou de 32% para 44% em apenas um ano. Os números são da pesquisa do Pew Research Center divulgada em setembro de 2026.
Eu trabalho do outro lado dessa conversa: sou eu quem automatiza. Por isso, em vez de prever o futuro, prefiro relatar o que vejo acontecendo em operação.
O medo tem base — algumas tarefas realmente desaparecem
Digitar no sistema o que já existe em outro sistema. Montar o relatório que ninguém lê. Abrir o chamado de rotina, conferir o lançamento repetitivo, consolidar a planilha toda sexta-feira. Essas tarefas existem hoje, consomem horas de gente qualificada e são exatamente o tipo de trabalho que um agente de IA faz bem.
Negar isso não ajuda ninguém. Quem tem receio de perder o emprego não precisa de consolo genérico: precisa de uma descrição honesta do que muda.
O que ficou mais valioso é o que o agente não tem
Quando o agente executa, o trabalho humano sobe de nível. Passa a ser saber qual regra fiscal se aplica àquele cliente em particular. Perceber que o número fecha, mas está errado. Decidir o que não deve ser automatizado. Responder por um ambiente de ERP quando algo foge do roteiro.
Essa semana coloquei um agente para trabalhar num servidor de produção. Ele abriu o ambiente, leu o que estava lá, escreveu as alterações, validou e reiniciou o serviço. Quem definiu o que ele podia tocar — e o que ele jamais poderia — fui eu. Foi esse julgamento que evitou o estrago, não a velocidade de execução.
O que isso significa para quem opera Protheus
- Mapeie o que é repetitivo. É onde a automação entrega retorno primeiro, e onde o medo da equipe é mais compreensível.
- Defina a fronteira por escrito. O que o agente pode fazer, o que precisa de aprovação humana, o que ele nunca toca.
- Invista no julgamento. Regra de negócio, legislação, conhecimento do cliente: é isso que o agente consulta, mas não possui.
- Mantenha rastreabilidade. Quem pediu, quem aprovou, quem aplicou. A velocidade aumenta; a exigência de governança também.
Quem ignora a ferramenta é que fica para trás
A pesquisa mostra um país apreensivo, e a apreensão é legítima. Mas a conclusão que tiro do que vejo no dia a dia é menos dramática e mais prática: quem aprende a dirigir a ferramenta ganha alcance; quem a ignora fica com as tarefas que ela vai fazer de qualquer forma.
Com 21 anos como parceira TOTVS e mais de 150 implantações, a ELR Solutions ajuda empresas a aplicar IA no ambiente Protheus com a governança que um ERP exige — do mapeamento do que pode ser automatizado à definição do que não pode. Fale com a nossa equipe.

