Sexta-feira é dia de filme. Fome de Poder (título original: The Founder, 2016) conta como os irmãos McDonald criaram uma lanchonete rápida e barata no sul da Califórnia e como Ray Kroc, vendedor de máquinas de milkshake, transformou o negócio em uma rede nacional. É uma boa indicação para quem trabalha com processos, e rende uma conversa útil para quem decide sobre ERP.
O que o filme mostra
A ficha: direção de John Lee Hancock, roteiro de Robert Siegel, 1h55 de duração, com Michael Keaton como Ray Kroc, Nick Offerman como Dick McDonald e John Carroll Lynch como Mac McDonald. No Brasil, estreou em 9 de março de 2017.
A história começa quando Kroc vai entregar máquinas de milkshake e percebe o volume incomum de pedidos e a movimentação de clientes na lanchonete. Ele se torna sócio e, aos poucos, afasta os dois fundadores.
O processo era o produto
O diferencial dos irmãos não era a comida. Era a velocidade de entrega. Para isso, eles tiraram os garçons, enxugaram o cardápio e ajustaram a linha de montagem por testes, reposicionando os balcões para facilitar o trabalho dos cozinheiros. O filme mostra uma operação desenhada antes de ser repetida.
Esta parte é uma leitura nossa, não do filme: o mesmo raciocínio vale para implantar um ERP. O sistema só repete bem o que a empresa já desenhou. Quando o processo é testado e simples, o Protheus herda essa clareza. Quando o processo é improvisado, o sistema herda a confusão em escala. É o ponto que já tratamos nos textos sobre padrão antes de customizar e sobre implantação que começa antes do sistema.
A lição do aperto de mão
Na história contada, os irmãos perderam o controle do negócio, e os royalties prometidos ficaram em um acordo verbal, sem comprovação por escrito. A lição é jurídica e vale para qualquer projeto: o que não está no papel não existe quando as partes divergem.
Em projeto de sistemas, isso se traduz em escopo, responsabilidades, critérios de aceite e mudanças registrados por escrito desde o início. Não é desconfiança. É o que mantém a conversa objetiva quando o projeto aperta.
Para assistir no fim de semana
Fome de Poder é um drama biográfico que funciona bem para ver em família ou com o time. Se assistir, observe três coisas: como o processo foi testado antes de crescer, o que foi padronizado para poder se repetir, e o que ficou sem contrato.
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